
O meu estilo de vestir encaixa-se bem no “very british”. E cuidado.
Mesmo no verão, sou incapaz de sair à rua com umas bermudas amachucadas, ou uma t-shirt suja. Tal como sou incapaz de sair de fato e com sapatos inadequados (ténis, por exemplo, acho uma tremenda falta de gosto).
Não creio que esta confissão tenha algo de mal. Freud deve explicar, e não percebo aquelas meninas que gostam de se vestir bem, e arranjam namorados ou maridos que aparecem no emprego parecendo que dormiram na máquina de lavar roupa (já a Lady Grafstein é todas as manhãs engomada).
Uma das coisas em que reparei nos últimos tempos, foi que a alguns jovens têm uma dificuldade notória em determinar exactamente onde têm a cintura, porque lhes vejo para aí metade das cuecas.
Outra, tem sido a questão da largura das pernas das calças. Digamos que há dois estilos distintos de corte de calça, a inglesa e a italiana. No corte inglês - e atenção que me estou a referir somente a calças ditas normais, e não a jeans ou chinos - a calça cai a direito até bater no sapato; no italiano, a calça é mais justa e vai estreitando ligeiramente, igualmente até bater no sapato, embora actualmente haja a tendência para serem usadas um pouco mais curtas de modo a deixar ver um centímetro (mais ou menos) das meias.
Claro que como a linha italiana é mais “flutuante” - é a que as grandes cadeias europeias mais adoptam - e, consequentemente, mais dada a excessos. Portanto, agora é vulgar verem-se calças a “acabarem” dez centímetros ou mais, acima dos tornozelos, ou tão apertadas, que eu acho que os que as usam nunca serão pais.
Aqui há dias estava numa esplanada a beber um café e passou um rapaz - aí nos seus vinte e tais - com umas tão apertadinhas, tão apertadinhas, que eu pensei:
“Man, your balls must hate you!”