sábado, 16 de abril de 2011

Coisas de Homem (ou de gajo...) V - Spectator Day

A propósito de um post muito oportuno do nosso amigo Gato Maltês, lembrei-me de uma das bizarrias que já li num fórum masculino norte-americano sobre “como e quando vestir” isto ou aquilo, uma espécie de manual de etiqueta para homens.. Diz o GM que, por cá, e com estes dias de calor, parece que as pessoas se entregaram definitivamente às havaianas, t-shirts e calções como se o verão tivesse vindo para ficar, resumindo ele que, mais avisado, ainda não tinha entrado na onda, ficando-se por roupas mais leves, mas não tanto, estabelecendo assim que há um tempo devido para tudo. Ah! E importante. Referia que uma sua amiga tinha datas precisas para usar e deixar de usar meias. Pois a bizarria “norte-americana” que mencionei acima, é uma espécie de calendário que por lá se cumpre quando se trata de começar a vestir o deixar de vestir calças brancas, tal como a tal amiga do GM com as meias. O meu espanto advém do facto de, por cá, ser absolutamente normal o uso de tais calças em qualquer época do ano, embora em dias de chuva, e por razões óbvias, eu evite vesti-las. E a propósito da coisa, hoje, e como o sol convidava, decidi-me a usar os meus “Spectator Shoes”, com um fato de linho branco sujo, uma camisa rosa-velho também de linho, e um panamá castanho claro. Não é que alguém possa estar muito interessado no que eu visto ou não, mas é uma desculpa para referir os “spectator” e manifestar a minha insatisfação por os ver quase esquecidos por cá. Os da foto, que hoje calcei, são uns “brogues” manufacturados pela Cheaney para a Herring Shoes – claro que preferia uns Edward Green, mas estes também me parecem suficientemente bonitos e bem construídos – e, além do branco, apresentam uma cor “tan burnished” que eu muito aprecio. Nota – Para os menos avisados, o “spectator shoe”, é um sapato geralmente baseado nos formatos oxford, brogue ou semi-brogue de duas cores contrastantes, em que a parte da frente, o calcanhar e, por vezes o painel dos atacadores, são de cor mais escura, sendo que a outra cor é geralmente o branco. Ao que parece, o nome advém do facto de serem habitualmente usados pelos espectadores de corridas – de cavalos ou outras – nos anos 20/30, do século passado

sábado, 26 de março de 2011

Sweet 60's (7)/ Spencer Davis Group - Gimme some Lovin'


The Spencer Davis Group - Gimme Some Lovin' (Nov.66/UK Top2)

segunda-feira, 21 de março de 2011

As Minhas Séries de TV










Hoje, ao fazer umas arrumações - algumas, na própria memória - decidi-me a tentar escolher quais as minhas 25 séries de TV preferidas de sempre. Obviamente, cingi-me às que vi através dos canais nacionais.
Aí vai, pois, a lista, decerto com lacunas imperdoáveis. Mas aceitam-se sugestões.

- Agatha Christie's Marple
- Agatha Christie's Partners in Crime
- Agatha Christie's Poirot
- Allo! Allo!
- Blackadder
- Boston Legal
- Brideshead Revisited
- Colditz
- Cribb
- Enemy at the door
- Fawlty Towers
- Foyle's War
- Jeeves and Wooster
- Jewel of the Crown
- Keeping up appearances
- Maigret
- Monty Python's Flying Circus
- Muppet Show
- Perry Mason
- Prime Suspect
- Seinfeld
- Sherlock Holmes
- Vicar of Dibley
- Walking the Dead
- Yes Minister



terça-feira, 15 de março de 2011

Coisas de homem (ou de gajo)...- IV - O problema dos comprimentos de mangas e calças


(clique para aumentar a imagem)

A foto acima, de dois por demais conhecidos homens do jet-set internacional, ilustra de forma flagrante, dois estilos muito diferentes de vestir. Na minha opinião, é o vestir elegante sem esforço, e o esforçar por estar bem vestido, sem minimamente o conseguir.
Com efeito, Luca di Montezemolo, considerado um dos homens mais bem vestidos do mundo, enverga de forma impecável, um fato assertoado feito por medida, e…com todas as medidas correctíssimas. Pelo contrário, Schummacher, com um fato que creio ser Boss, não ficaria menos elegante se envergasse antes, o habitual fato de piloto de automóveis, ou mesmo, um saco de batatas: as mangas estão compridas demais, as pernas das calças estão compridas demais…enfim, está tudo demais, inclusive aqueles inacreditáveis sapatos. A conclusão a que há muito cheguei, é que o dinheiro, por muito que seja, não compra elegância ou bom gosto.
Bom, mas o curioso nisto, é que, por cá, há muito o hábito de, mesmo nos círculos mais “elegantes” - já o tenho visto, até em passagens de moda, o que é realmente inesperado - os homens usarem calças demasiado compridas, a cair sobre os sapatos, formando uma espécie de harmónio sobre eles. Ora a regra manda que as calças caiam até aos sapatos, não sobre. Como no caso de Luca, na foto.
Outro dos pecados habituais dos elegantes portugueses, é o comprimento excessivo das mangas dos casacos. Neste caso, a regra é que a manga, quando o braço estiver esticado ao longo do corpo, deve deixar ver 1,5 a 2cm do punho da camisa.
São regras fáceis, e que dão outra distinção a quem usa um fato, ou mesmo, um conjunto de blaser e calças diferentes. Sim, eu sei que o fato por medida cada vez está menos acessível, mas, que diabo, não conheço nenhuma loja por mais modesta que seja, que não faça os ajustes requeridos pelo cliente, e muita vez isso basta para dar aquele toque de elegância, tanta vez ausente por mero desleixo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sweet 60's (5)



Georgie Fame and the Blue Flames - Yeh!Yeh! (1965)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Coisas de homem (ou de gajo)...- III

Uma gravata é só um pormenor”.
Esta foi uma frase que um amigo meu um dia proferiu numa pequena tertúlia que mantínhamos há uns anos atrás, num conhecido café de Lisboa, cuja gerou alguma polémica.
Com efeito, estabeleciam-se naquele grupo, com alguma frequência, pequenas discussões, não propriamente sobre o vestuário - embora não fosse este um tema tabu - mas mais sobre divergências estéticas. E o curioso é que, em questões de gostos (na generalidade), até nem existiam grandes divergências entre nós.
(clique na imagem para aumentar)
Dito isto, a clivagem estabelecia-se pois, na importância da gravata, do seu uso ou da sua importância. E acrescento isto, porque o autor da frase, usava normalmente o sagrado item.
A uma das respostas que recebeu: “ A gentleman without a tie is not a gentleman”, talvez pelo radicalismo subjacente e por ter sido dada em tom snob, considerei eu ainda mais assinalável que a que lhe deu origem.
Não vou relatar a contenda na sua totalidade, acrescento só que a maioria daquele pequeno clube, considerava quase essencial o uso diário, sendo que alguns a tinham como dispensável em determinadas circunstâncias.
É claro que a alguns leitores parecerá qualquer das posições exageradas (a maioria considerará até tal discussão fútil), mesmo a mais condescendente, e portanto, é forçoso esclarecer que não estava em consideração o seu uso em tempos de lazer, mas tão somente o modo de alguém respeitável se apresentar no seu emprego ou numa soirée cinéfila.
Devo dizer que sou um adepto incondicional das gravatas, e que as uso (quando uso) ou usei, por gosto e nunca por obrigação. Tal gosto, deu azo a que ao longo de algumas dezenas de anos, tenha junto uma pequena colecção que aprecio bastante, mas que tem o grande defeito comum a qualquer colecção: nunca está completa.
E tenho um especial apreço por gravatas de malha de seda (também as há de malha de lã, mas não são tanto ao meu jeito), das quais apresento aqui, alguns exemplares que fazem parte da tal pequena colecção. Curiosamente, é um tipo de gravata que por cá não se vê muito, ou, pelo menos, não se vê tanto como eu gostaria (visto a minha preferência por elas) - mesmo tendo em conta que é um tipo de gravata cuja nó nem sempre é de fácil execução - e, como é óbvio, tenho marcas de eleição: Drake’s, Ascot ou Rubinacci, qualquer delas de muito boa qualidade e feitura.
Já agora, um conselho a quem se atreva com uma destas [isto (o “atrevimento”) porque, como é dito, a dificuldade em conseguir um nó bem feito, leva muitos ao desespero] : nunca puxe a gravata de molde a que o nó fique muito apertado. Tal terá como resultado a sua inevitável deformação.
E já agora: uma gravata é mesmo só um pormenor?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sweet 60's (4)


You've lost that loving feeling* - The Righteous Brothers


* - Top 1 em Inglaterra e EUA, Fevereiro de 1965

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O mapa do bairro - Pormenores (3)


Interior


Friso


(Clique nas fotos para ampliar)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Coisas de homem (ou de gajo)...- II

Sou lisboeta, e a minha vida - que já conta uns anos valentes - sempre decorreu num “triângulo” - Amoreiras, Campo de Ourique, Lapa - que como que me adoptou, e de onde me parece que não me seria já possível migrar para outra qualquer zona da cidade. Habituei-me à pacatez da Lapa, paredes meias com a Madragoa, onde passeio à noite sem o mínimo receio de ter qualquer aborrecimento - o que poderia constituir o seu único senão é a morfologia demasiado acidentada do bairro, mas que até acaba por ser um ponto positivo, pois obriga-nos a uma ginástica diária e nos evita dispendiosas idas ao ginásio - e tenho ainda o privilégio de sentir os aromas do Tejo, ali bem à minha vista logo que acordo.
Curioso no bairro é que, apesar do seu “clima” aprazível, o comércio não floresce. Se excluirmos a restauração, parece que nada se dá por aqui, ao contrário de Campo de Ourique, bairro fornecido de lojas, embora me pareça que mesmo aí, as coisas já não sejam como há uns anos atrás, e que quem queira qualidade, terá que se deslocar às Amoreiras, ou a outra zona comercial.
Mas a verdade, é que Lisboa, ao contrário de outras capitais europeias, pouco preserva as suas lojas mais emblemáticas, e, uma a uma, vamos assistindo ao seu desaparecimento. De lojas de pronto a vestir a discotecas (estas sacrificadas ao “deus” FNAC), tudo morre, e mesmo a Baixa deixou há muito de ser local obrigatório para quem se queria vestir ou calçar bem. Morreu o Adão Camiseiros (belíssimas popelinas e excelente corte para qualquer modelo de camisa) e a Melodia. A Valentim de Carvalho e a Old England. Já para não falar das grandes lojas de homem da avenida da Liberdade, do Santos & Nascimento à Pestana & Brito.
É portanto, com muita satisfação que vejo aquelas velhas lojas que sobrevivem, e se vão mantendo, como a Luvaria Ulisses, na Rua do Carmo, que deve ser uma das lojas mais pequenas do mundo, mas que a tudo tem resistido. E quem quiser luvas impecáveis, é só procurar aí. A última vez que lá fui, no princípio deste Inverno, resultou na compra das luvas de peccary da foto, substitutas de outras que tinham entregue a alma ao criador, sacrificadas na substituição de um pneu estupidamente furado em plena autoestrada.
E delas se pode dizer que, além do extraordinário “toque”, assentam que nem uma luva.

sábado, 29 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sweet 60's (2)


Jonathan King - Everyone's Gone to the Moon