sexta-feira, 24 de maio de 2013

Beleza Estética, Pão de Forma e Andy Wharol

 
 

Quem Gosta de Lutas de Gajas?

Daquelas com muitos puxões de cabelos e muitos gritinhos e tudo e tudo?
 
 
Pois os/as adeptos/as podem ter esperança de que em breves assistiremos a uma bela refrega com direito a reportagem com imagens fotográficas e de televisão.
Sim, que eu não acredito que a Pipoca se fique, tendo em vista a freguesia que vai perder, sem fazer uma espera a Cristina Ferreira por causa disto.
E oxalá o Goucha e o Arrumadinho se metam, para termos a tenda armada em grande e o histerismo atingir o paroxismo.
Estou aqui numa ansiedade que nem posso: Porrada! Porrada!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fashion Blogger - Eis as Fotos que Arruinaram...

...a minha fama de Fashion Blogger e me mostram como um rústico. Malditos paparazzi!
 
 
Ainda por cima, demonstram que não tenho ido ao solário!
 
 
 
A última é publicidade gratuita à Cabo de Mar
 

A Repórter de Uma Televisão Generalista...

...a fazer directo da Feira do Livro, acabou de afirmar que durante os dias da Feira iam estar presentes vários escritores. Anunciou o nome de alguns, entre os quais o José Eduardo Égua Lusa, que eu realmente não conheço.
Está bem que não tenho lido muito nos últimos tempos, mas não conhecer um autor que, pelos vistos é tão conhecido que até merece ser mencionado em notícia de televisão, já me parece demais.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ando feito um invejoso do caraças nos últimos tempos

É verdade.
Nos últimos tempos ando mesmo invejoso em relação a coisas comezinhas como seja a minha figura em relação a outros.

 
Por mais que faça, não consigo passar os 65 kg, e parece que não consigo encher bem os casacos, porque o meu tronco não adquire aquela forma de triângulo, de ombros largos e cintura estreita, como vejo nos manequins como este da fotografia.
É verdade que não vou ao ginásio há uns tempos (já tenho saudades das aulas de pilates, mas como fui banido...) e podem-me dizer que sou como aquele gajo que quer que lhe saia o Euromilhões sem jogar, mas a verdade é que antes também já ia pouco.
  O que vale é que agora vêm aí os dias quentes, evito usar casacos, porque de camisa disfarça-se mais a falta de elegância.
Vão ver que é verdade, porque nos próximos dias já cá deixo umas fotos, pelo menos para ver se espanto a inveja.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Body and Face (23) - Kate Moss

 
 
 
 
 
 
 
 

Coincidências ou Efeitos Secundários?

Esta manhã, ao passear pelo meu bairro com a minha cadela - que é muito asseada e gosta de dar sempre o seu passeio higiénico - constatei que:


- o ambiente na tasca do Adérito era de cortar à faca, e o Adérito só me disse: "Hoje não vendo nada, c#$#&%@. Está tudo na ressaca".
- a Suzete apareceu com um olho mais roxo que as vestes do Senhor dos Passos. Quando lhe perguntei o que tinha acontecido, disse-me que tinha ido contra a esquina de um dos armários da cozinha.
- a Glória descia a rua a coxear. Disse-me que tinha escorregado no chão da cozinha, que estava húmido.
- a Ivone estava no café 33 com um braço ao peito a contar a história de que tinha "escorregado nas escadas, que a vizinha do 1º andar tinha acabado de lavar", à Zulmira que quase não podia falar, porque lhe faltavam uns dentes.
Não sei o que é que se passou no bairro com as mulheres todas cheias de mazelas, isto parece uma praga do Egipto.
O Marcelino, quando expus a minha admiração, disse: "Se calhar tem a ver com o facto do Joaquim (é o marido da Suzete), o Simões (vive amancebado com a Glória), o Amadeu (é o marido da Ivone) e o Mendonça (é o marido da Zulmira) serem sócios do Benfica.
Não percebo bem o que tem uma coisa a ver com outra, mas se calhar desta, o Marcelino tem razão.

domingo, 19 de maio de 2013

sábado, 18 de maio de 2013

Back to the 60's (2) - The Beatles - Love me Do

Dúvida Existêncial: Que Seria do Zézé Camarinha...

...se eu lhe tivesse feito concorrência pelas praias do Algarve, nestes últimos 40 anos?
Penso nisso, e chego a ficar com pena do homenzinho, que hoje não passaria de um anónimo e seria eu a estar a brilhar agora no Big Brother Famosos, no meio daquela verdadeira constelação de Vip's de que nunca tinha ouvido falar.
 

*Diz o senhor Zezé que "papou"(sic) mais de mil mulheres. Pffff...

 
O Wilt Chamberlain também disse numa entrevista que à sua conta tinham "marchado" 3.000. E já morreu.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pin-Up's 2.000 -De Penny Mathis a Masumi Max passando por Scarlett Madison e outras

Penny Mathis
Loulou von Brokwitz
Scarlett Madison
Sabina Kelley
Masumi Max

Desenrascar, um Verbo Português

Acho mesmo que é a única língua em que o verbo “desenrascar” existe, mesmo não tendo feito qualquer investigação, e baseando-me somente nas idiossincrasias dos meus compatriotas. E é um verbo que, no que me diz respeito, nunca resultou em meu favor-
A primeira vez que travei conhecimento com ele – o meu vocabulário ainda não era muito vasto – foi nas vésperas do exame de matemática do 2º ano do Liceu (ah! Velhos tempos em que ainda havia liceus) e quando disse a um colega meu de cujo já só me recordo a alcunha, “Pitágoras”, que estava lixado, porque estava completamente às escuras em relação à matéria do 3º período.
- Eh pá, isso é fácil. Faz uma cábula.
- O que é isso?
- És mesmo nabo. É um rolinho de papel pequenino onde escreves com letra pequenina as partes mais importantes da matéria. (bom…vocês devem saber como é, que aquilo se apertava na mão esquerda e se ia desenrolando e consultando quando necessário de preferência quando o professor não estivesse a ver, etc, etc…)
- Não consigo fazer isso, pá. A minha letra é muito grande além de que tenho a certeza de que era logo apagado - enfim, o meu dilema não era moral (naquela idade e nestas coisas a nossa noção de moral é sempre um bocado elástica) mas sim de ordem racional e de ter bem noção das minhas fragilidades.
- Bom, eu posso desenrascar-te. Faço-te uma cábula impecável, mas vais ter que pagar. Pode ser o 79 dos bonecos da bola.
Ora o 79 era o Perrichon do Sp. Braga e era o número mais difícil, o chamado número da bola. A minha reacção foi de quase horror e de lhe dar uma nega: aquele cromo tinha-me custado uma nota e muito tempo a conseguir.
Bem, com uma dor de alma do caraças, lá fui aliviado do Perrichon e recebi, ao fim de um par de horas, um rolinho escrito com uma letra miudinha e que parecia um mini rolo de papel higiénico.
Nesse dia ainda dei uma vista de olhos pela matéria em questão - duvidava um bocado da eficácia de estudos de última hora, mas a minha confiança no rolinho de papel também era muita  - e no outro dia lá fui para o exame a tremer e com a cábula no bolso esquerdo. Escusado será dizer, que o papelinho de lá não saiu porque me acagacei de tal maneira que durante todo o tempo parecia que o sacana do professor não tirava os olhos de mim.
No final, o exame até não correu muito mal e eu fiquei a chorar o Perrichon pelo menos durante as férias todas.
O verbo que assim tinha entrado no meu léxico, regressou uns anos mais tarde, quando o Alexandre, conhecido no nosso círculo por Magoo por usar uns óculos com umas lentes que pareciam o fundo de uma garrafa, me abordou uma vez e me disse:
- Eh pá, f#$%-se, tens cá uma sorte com as gajas! Ainda ontem ias com três, hein? Bem me podias desenrascar uma. Não tenho sorte nenhuma com elas. Podia ser que se me as apresentasses...
É claro que não me admirava nada com a pouca sorte dele com as pequenas. É que, pelo menos naquela época, elas não achavam muita piada a um tipo que, quando falava, em cada frase, largava dois ou três palavrões.
- Tás enganado, Xandre. Devo ter a mesma sorte que tu. Duas delas eram minhas primas, e mesmo que não o fossem, já têm ambas namorado.
- E a outra? E a outra? Podias-me desenrascar com a outra.
- És parvo ou quê? A outra era a tua irmã.
Mais tarde, quando fui para a tropa, calhou-me ir para Cavalaria, e só quem por lá passou, sabe como aquilo era, um género de filme de terror ao ralenti, uma vez que os dias pareciam demorar semanas, e as tropelias que nos faziam eram inenarráveis.
Um dia na revista, o alferes que comandava o meu pelotão achou que eu tinha o cabelo grande e avisou-me que se aparecesse na parada do dia seguinte sem o cabelo cortado, ia-me arrepender.
Quando ele mandou destroçar, pedi licença para lhe falar e disse:
- Meu alferes, não sei como vou poder cortar o cabelo hoje, porque a barbearia agora está fechada, e a seguir ao jantar vamos logo para a instrução nocturna - ao que ele me respondeu arreganhando os dentes como um pastor alemão e num tom de voz capaz de me furar os tímpanos. Ambos.
- Desenrasque-se!!
É claro não me desenrasquei e no outro dia, o 1º a quem o gajo inspeccionou fui eu e lá me aplicou uma carecada e me cortou a ida a casa no fim de semana seguinte. Fiquei lindo. A minha cabeça com um bocadinho de creme hidratante parecia a bola branca do snooker. Andei três semanas a fazer a barba - e em cavalaria tinha que se fazer a barba duas vezes por dia - sem olhar para o espelho.
A partir daí e até hoje, muitas vezes eu ouvi o verbo, mas nunca em situações que me favorecessem. A última foi na semana passada. O Marcelino chegou-se ao pé de mim e disse-me:
- Eh pá, desenrasca-me aí 500 melins!
- Tu estás doido! Ou já te esqueceste de que foste almoçar à tasca do Adérito durante uma semana e lhe disseste que tinha sido eu que te tinha lá mandado ir comer em troca de umas canalizações que me tinhas ido arranjar lá em casa, um barrete do caraças, e que depois ia lá pagar. Tu lá percebes alguma coisa de canalizador! Ainda por cima, apanhei uma vergonhaça do caraças porque o Adérito veio-me cobrar ao pé do quiosque do jornaleiro, à frente de toda a gente.
- Eh pá, tu tens que perceber, ando mal de finanças e andava com uma fome do catano, tinha que me desenrascar de qualquer maneira.
- Se calhar, se trabalhasses era capaz de ajudar.
- Bom, não desvies a conversa. Afinal, desenrascas os 500 melins ou não?
Enfim, não tenho grandes simpatias pelo verbo desenrascar.