sexta-feira, 7 de junho de 2013

Um Sonho: Ter Um Blog Sem Conteúdo

Nesta vida de blogger, o que sempre realmente almejei foi ter um blog sem conteúdo.
Não, não exactamente como nos últimos dias sem nada escrito, mas editando textos absolutamente inúteis e sem qualquer intuito didático ou pedagógico. Qualquer coisa mais ou menos assim: os visitantes passavam por cá e diziam para os seus botões: “Olha! O gajo continua vivo, escreveu qualquer coisa sem sentido, mas é um sinal de vida. Ainda bem que não me faz reflectir para além disto, porque coisas que me chateiem, já tenho que cheguem”.
Como vêm, a coisa funcionava para os dois lados: eu não tinha que me esforçar a escrever algo cheio de conteúdo – ou pelo menos algum – e quem lesse não teria que se maçar a interpretar o que lia.
Por exemplo, hoje dava para escrever que passei a manhã a debater-me sobre o que almoçar depois de ver o que tinha em casa: uma alface, vários tipos de ervas aromáticas, entre as quais carqueja, rosmaninho, segurelha e manjericão, arroz, açúcar, batatas e outros produtos básicos, ovos (já comi a dose semanal, pelo que “passei”), molho de côco e amendoim, e ainda, todos os ingredientes necessários a fazer um excelente caril de frango ou gambas, excepto o frango ou as gambas, e várias cervejas, todas de marcas belgas, excepto uma porter americana. Enquanto me debatia sobre o que fazer, ouvi na rádio que estava a decorrer o festival dos chícharos em Alvaiázere. Como nunca provei chícharos, achei que não seria má ideia deslocar-me à terreola para experimentar. A net iformou-me que tal não seria possível: 1º porque Alvaiázere era suficientemente distante para que pudesse chegar a tempo de almoço, 2º porque os chícharos se parecem demasiado com favas, coisa que detesto.
 

Como o meu médico de família me aconselhou a ter cuidado e comer saudável, acabei por fazer uma sandes de coiratos fumados, uma folha de alface e duas rodelas de tomate. E bebi a porter americana que joga bem com os coiratos. Com tanto legume – tomate, alface e cevada – espero que o meu nível de colesterol desça para níveis aceitáveis.
Enquanto almoçava discorria sobre a possibilidade da natureza ter feito asneira ao criar os peixes com espinhas: barabatanas sim, para poderem nadar, rabinho também, para servir de leme, mesmo a cabeça é aceitável – quem desdenha de uma boa cabeça de pescada ou de corvina cozida, acompanhada de batatas e couves, bem regada por um belo azeite das beiras, com menos de 0,4% de acidez? – agora espinhas? Quantas vidas, na história da humanidade não se teriam salvo até hoje se os peixes não tivessem espinhas?
Fico feliz por acabar o texto com este pensamento tão profundo, bem ao nível daquilo que afirmei no início como meu desígnio.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Frases Que Podiam Ser

1 - Da lei das compensações: "Enquanto o dólar sobe, o Bangla Desh"

2 - Da Bíblia: "Se Abraão não vai ao Monte, vai o Monte Abraão".

sábado, 1 de junho de 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vedação


You Can Leave Your Hat On - Take One and Two

 
You Can Leave Your Hat On (From Nine And A Half Weeks)
 
Joe Cocker ...
 
...e Corpo de Baile
 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Dúvida...

Diz-me: Já Não Há Amores Perfeitos?
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Back to the 60's (5) - Procol Harum - A Wither Shade of Pale

Um País Que Já não Sabe Raciocinar?

Hoje é a sério.
Nesta semana que passou, ocorreram dois ou três episódios que mereceram a minha reflexão.
O 1º foi aquele no Prós e Contras, do jovem empreendedor de 16 anos, que teve a ideia de mandar fazer umas roupas cool e cujo negócio prosperou tanto que agora já exporta e tudo, e que a certa altura do discurso, foi interrompido por uma das convidadas do programa, que lhe chamou a atenção para o salário (mínimo) pago normalmente nas fábricas de confecção.
Respondeu-lhe o moço, que era preferível os trabalhadores ganharem o salário mínimo que estarem no desemprego.
Quem ouvisse e analisasse com atenção o “diálogo” louvaria a noção de empreendedorismo do rapaz, não deixando, no entanto, de dar também razão à observação da interlocutora.
Pelo contrário, o que sucedeu pelas redes sociais foi uma espécie de batalha direita/esquerda, pró/contra as posições dos dois interlocutores. Se tivessem tido a paciência e a frieza de analisarem ambas as intervenções reparariam e anotariam que se o rapazinho não tivesse atrás de si o respaldo financeiro de um adulto (provavelmente o pai) a boa ideia do moço, não sairia do papel.
Ninguém acredita – digo eu – que qualquer rapaz de 16 anos (ou até um adulto) que se apresente hoje numa entidade bancária com uma boa ideia numa mão e o pedido de financiamento na outra, não receba com toda a certeza como resposta, uma sonora gargalhada.
Depois, a intervenção da interlocutora, embora razoável, foi pouco inteligente no seu timing, e recebeu uma resposta completamente demagógica (embora desculpável face à idade do rapaz, que se deve ter limitado a repetir o que tem ouvido vezes sem conta) que foi imediatamente aplaudida por uma plateia que, qual cão de Pavlov, nem sequer reflectiu que o que o rapaz no fundo disse, é que é preferível passar fome do que ser um sem-abrigo.
 
(os outros dois, ficam para mais logo)

sábado, 25 de maio de 2013