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domingo, 22 de abril de 2012

Não gosto de blogs...

...depressivos.
Não gosto daqueles blogs em que só se lê poesia depressiva, prosa depressiva e só se ouve música depressiva.
Eu gosto do Stuart Staples, mas tudo tem os seus limites e ouço-o de vez em quando. Que diabo, se o ouvisse um dia inteiro seguido, acho que à noite cortava os pulsos.
Não acredito num estado de felicidade competa. Creio que cada um de nós tem os seus momentos felizes, mas a vida não é um mar de rosas, e desculpem lá o lugar comum.
Mas também não me parece que uma pessoa normal (e quero dizer mesmo normal e não normalizada) - a não ser que lhe aconteça uma desgaça enorme e se for esse o caso não vai ter sequer paciência para manter um blog - que por aqui escreva, viva num estado de depressão permanente. Nem consigo entender como se pode viver dessa maneira semanas, meses a fio.
Na minha óptica, este estilo de blog é cultivado, ou por alguém a necessitar de cuidados psicológicos e a querer chamar a si alguma atenção - e creio haver alguns casos desses - ou então trata-se de uma artificialidade, de pessoas que acham, como direi?, muito in manter esse perfil de sofredor, supondo que tal lhe emprestará face a quem as lê, uma aura de intelectual miserabilista.
O que mais me surpreende, é que na maior parte dos casos que se me têm deparado, pelo estilo dos escritos, tratam-se de blogs cujos autores/as pertencem a classes etárias normalmente jovens. Se alguém se sente permanentemente infeliz enquanto jovem, não lhe auguro um futuro muito risonho.
Para mim, blogs das desgraçadinhas/os, nem pó!