domingo, 27 de junho de 2010

Old Timers (2)


Hispano-Suiza K6


Hispano-Suiza J12



Hispano-Suiza 1924 H6B

sábado, 26 de junho de 2010

Alpercatas? Sapatos de vela? Enfim, que calçar? dramática decisão

Falava há dias o nosso caro Gato Maltês em alpercatas, curiosamente no mesmo dia em que ouvi na rádio um locutor referir-se depreciativamente em relação a sapatos de vela, afirmando mesmo que estes seriam um dos seus ódios de estimação. Fiquei a pensar que era coincidência a mais, não só por se tratar de dois tipos de calçado que praticamente só se usam de Verão, depois porque ando há uns tempos a pensar em experimentar umas alpercatas, e por fim, porque sapatos de vela é o que mais uso por estes dias, mas gostaria de experimentar algo de novo.
Portanto, na ordem do dia: que calçar nos dias de praia?
Nunca calcei umas alpercatas (ou espadrilles como lhe chamam nuestros hermanos, conforme e bem nos informa o GM, ou ainda zapatillas de esparto), mas comecei a considerar tal hipótese, embora os preços que vi - na última vez em Madrid, a Castañer tinha-as a 65€ - estivessem bem longe do singelo €uro que refere no seu texto (aí está o resultado da repescagem por algumas das grandes marcas de um produto outrora tão humilde), até porque tenho alguma dificuldade em calçar algo mais descontraído em dias de lazeira.
Geralmente uso os boatshoes da Sebago (não percebi muito bem aquele ódio de estimação do locutor, se bem que entenda que os ditos "ódios" raramente são explicáveis), mas sempre o mesmo modelo (no fim do texto), e nunca gostei de outra das alternativas que se põe para estas alturas, os Todd's (ou sapatos de condução, como também são conhecidos), já para não falar de ténis, que por muito "refrigerados" que sejam, me abafam os pés e se transformam numa quase tortura chinesa.
Portanto, ténis de fora por uma questão de incompatibilidade, Todd's em razão do (não) gosto. Restam os sempiternos sapatos de vela e as alpercatas.
Qualquer deles com o inconveniente de guardarem em si quantidades consideráveis a sempre incómoda areia da praia, que parece ter sempre a propensão para invadir os sítios mais recônditos do nosso corpo.É claro que nem falo das havaianas, porque nunca me consegui habituar à condução com elas (falta de jeito, claro).
Resumindo: nenhuma das alternativas é totalmente positiva. E agora aqui estou eu nesta incerteza!
Ora isto tudo é bem demonstrativo da complicação pegada que é a minha vida e da importância crucial de algumas das decisões que vou ter que tomar proximamente!
Em todo o caso e para já, vou experimentar as alpercatas!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Mapa do Bairro (IV)






Do meu bairro para o mundo.

Vic

quinta-feira, 17 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Afirma O'Hanlon

Afirma O’Hanlon que não haverá mais Thomas Hardy Ale.
Vamos por partes: Quem é o O’Hanlon? E a Thomas Hardy Ale?
Bem, para começar pelo princípio: há dias, quando foi da inauguração da Cask Ale, comunicou-me um amigo e amante cervejeiro que é uma espécie de Michael Jackson português (só que mais novo e, felizmente, vivo!), que a Thomas Hardy’s Ale tinha acabado. Espanto e estupor! A Thomas Hardy’s Ale é SÓ – na opinião do escriba, obviamente – uma das melhores cervejas do mundo.
Digeri –mal - a má nova, quase da mesma maneira como se sente a partida definitiva de um velho mas longínquo amigo, e procurei informar-me do que teria levado ao fim de um produto de tão excelsa qualidade. Deixem-me fazer um aparte para vos dizer que, embora goste muito de cerveja, não me mantenho a par das novidades da industria. Sou, como costumo dizer, um consumidor moderado ao qual só interessa a qualidade do que lhe põem à frente. Bom, informo-me também sobre os locais a visitar, se há novidades com que possa satisfazer a minha gula e se as houver, verificar sobre as suas virtudes, enfim, essas coisas... O resto, confesso que me passa um bocado ao lado (que me desculpem os meus amigos que se dedicam de alma e coração à feitura da cerveja perfeita e sua divulgação, mas sou demasiado preguiçoso para me abalançar no fabrico).
A Thomas Hardy, uma Barley Wine inglesa encorpada, foi criada pelo cervejeiro Eldridghe Pope em finais dos anos 60. No início deste século, a sua elaboração passara para as mãos da Cervejeira O’Hanlon, que a manteve até ao princípio de 2009, altura em que se decidiram pela sua não continuidade. A explicação é simples: a sua feitura era demorada e complexa, e enquanto as outras cervejas da O’Hanlon eram engarrafadas em 2 semanas, o processo da T H era iniciado no início de cada ano e só podia ser engarrafada por voltas de Setembro, o que, afirma O’Hanlon himself, tornava os custos da cerveja incomportáveis.
A Thomas Hardy’s Ale era uma espécie de Bentley das cervejas. Tem uma apresentação impecável: etiqueta explicaticva, a tampa coberta por uma prata dourada como as garrafas de champanhe, uma medalha com o retrato em sombra do perfil do autor inglês que lhe deu o nome, e cada uma das pequenas garrafas era numerada, o que lhe emprestava um toque de exclusividade. Mas principalmente, era uma cerveja única: um corpo intenso de um castanho escuro opaco, pouca ou nenhuma espuma, um aroma complexo e um sabor intenso, inconfundível, licoroso. Depois, a potência dos seus mais que 11º de Abv nos quais não se notava sequer resquícios de álcool, o que a tornava surpreendente.
Pois é…mas ao que parece, o mundo chegou àquele ponto em que nem a qualidade suprema se salva, e tudo se sacrifica no altar do deus $$$.
Ontem, assomei à minha despensa e verifiquei que ainda me restavam 3 garrafinhas de TH da colheita de 2007. Para me desforrar da notícia, decidi que, assim como assim, algum dia teria que ser e decidi-me a abrir uma e deliciar-me com ela num jantar alancharado. Foi nela, pois então, que afoguei as mágoas. E ainda restam duas sobreviventes que seguramente tornarão mais felizes, outros dois momentos da minha vida.

Vic

terça-feira, 15 de junho de 2010

O mapa do Bairro (III)






Do meu bairro para o mundo

Vic

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Lugares de Cerveja (1) - Les Enfants Terribles

Há uns dias voltei a ir a Les Enfants Terribles (volto a dizer, situa-se acima do átrio dos cinemas do centro comercial ex-Monumental), desta vez, não para inaugurar uma Cask-Ale, mas para fazer um lanche ligeiro do qual faria parte uma das novas cervejas disponíveis na carta.
Como sempre, ia acompanhado, e enquanto a minha companhia escolhia uma cerveja frutada, a Framboise Timmermans, eu elegi uma das minhas favoritas de sempre, a Bush Ambré, que em bastas ocasiões já tinha referido e elogiado, mormente no meu antigo blog sobre cerveja, o Ruivas, Loiras e Morenas.
Uma nota para os menos atentos a estas coisas da cerveja: a Bush aparece também sob a designação de Scaldis. Ao que sei, isso terá qualquer coisa a ver com uma disputa do nome – Bush – e respectivos direitos, mas creio não ser essa explicação o mais importante. Importante é a imponência dos 12º de Abv desta excelentíssima cerveja da Cervejeira belga Dubuisson, e o correspondente nível elevado de sabores e aromes desta pequena ruiva (a garrafinha é de 25cl e não de 33cl, como é normal).
Mas como as notas sobre ela já se descrevem no antigo blog e este permanece aberto, será excusado estar a alongar-me mais na apreciação.
Acrescentarei só que, na realidade o Les Enfants Terribles agora tornou-se mais atractivo: o ambiente é agradável, a lista dilatou-se e de que maneira, ao que parece os acompanhamentos que suportam a degustação das cervejas está a melhorar – fala-se até em se “importar” um dos bons costumes dos nuestros hermanos, os “pinchos”, o que nos salvará da inevitabilidade dos omnipresentes hamburgueres.

Old Timers (1) - Nash




Nash 1934


Nash 1948


Catálogo Nash 1951

domingo, 13 de junho de 2010

Naquele tempo, todos os homens usavam chapéu

Não sou um saudosista, mas admito sem qualquer dificuldade, ser saudoso de algumas pessoas que se foram, nostálgico de partes da minha vida.
Uma das pessoas que há muito se foi e que persisto lembrar, o meu padrinho, ocupou novamente as minhas lembranças quando li este post.
A meias com o meu pai, tratou ele, até à minha adolescência, da parte paternal da minha estruturação, constituindo para mim um exemplo em muitos aspectos. Sendo ele um beirão quase iletrado, poderia parecer estranha a sua ligação ás artes: foi com ele que pela primeira vez entrei em todos os poucos museus que na altura existiam em Lisboa. Era também pela sua mão, que aos domingos de manhã de sol, subia a Álvares Cabral para assistir aos concertos dados por algumas bandas – na maior parte das vezes, a da GNR ou de um ramo das Forças Armadas – no coreto do Jardim da Estrela. Aliás, esta faceta que o aflorava dominicalmente, adequava-se perfeitamente à sua ocupação diária de jardineiro, e era ele o pai do jardim, que aos meus olhos de criança, era o mais belo da cidade, com a sua variedade enorme de rosas e a alacridade dos amores-perfeitos ou dos brincos-de-princesa, e a sombra de um considerável número de árvores de fruto todas plantadas e criadas por ele, entre as quais uma ameixoeira que um ilustre botânico tinha referido como a mais imponente no seu género em toda a Península, palavras que lhe criaram uma das poucas vaidades que possuía.
Tendo uma profissão que pagava mais de forma sentimental que monetaria, a que se juntava uma pequena pensão do exército, não se podia, portanto, estender em excentricidades: Mas havia duas coisas das quais não prescindia: a boa mesa e de sair ao domingo impecável no seu fato de bom corte.
Na verdade, nesses dias, era para mim um fascínio vê-lo preparar-se para sair. Era de estatura meã –andaria pelos 1,62/1,65m de altura – ossudo mas elegante e de feições suaves, cabelo imaculadamente branco, tal como o bonito bigode, com o qual perdia bem mais de meia hora, frisando-o com um alicate quente que lhe revirava as guias para cima. Sentava-me sempre à porta da casa de banho que ele mantinha aberta a observá-lo com admiração. Foi uma espécie de cerimonial a que assisti quase até ao dia da sua partida (um dos maiores choques que senti em toda a minha vida foi vê-lo estendido numa cama de hospital já muito débil e constatar que lhe tinham cortado o esplêndido bigode, e ler-lhe o desgosto nos olhos turvos).
Depois, ia até ao quarto vestir-se. Aparecia-me dez minutos depois a cheirar a loção de barba inglesa e de fato, camisa e gravata tudo impecavelmente engomado e a dar com os sapatos, que tinham sempre um brilho incomparável. Conforme o tempo, assim usava ou não o colete do fato, e…as polainas.
O meu padrinho mandava fazer por medida e invariavelmente, 2 fatos de 2 em 2 anos: um de inverno e outro de meia estação. Do seu espólio fazia ainda parte um sobretudo de flanela de lã, também feito por medida.
Depois, havia aquele belo casaco de linho muito claro, e 2 ou 3 pares de calças de verão. Quando usava aquele casaco, finalizava o cenário com um bonito chapéu panamá branco com fumo negro.
Aliás, nunca saía de casa sem chapéu: além do panamá, possuía um cinzento muito escuro com um fumo de seda da mesma cor, e um de tons acastanhados, que usava de acordo com o fato, ambos comprados na chapelaria Azevedo.
E aqui chegados, chego também ao propósito do texto, que à pequena homenagem que presta, junta a minha perplexidade face ao quase desaparecimento dos chapéus do guarda roupa do homem de hoje, o que não deixa de ser surpreendente face ao toque de classe que dá a qualquer cenário.

Vic

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Mapa do Bairro (II) - Varandas


Do meu bairro para o mundo
Vic

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O dia em que conheci Scarlett Johansson

Acabava de comprar 10 embalagens de Nespresso – 5 Asperggio, 4 Roma e 1 Ristretto, como sempre que nestas coisas sou muito rigoroso – na loja da Rue de La Paix e atravessei para o outro lado afim de comprar uma gravata da última colecção da Breuer logo ali um pouco mais abaixo. No ar pairava um aroma a flores frescas, trazido da Madeleine pela brisa suave que soprava. Olhei para o saco cheio de cápsulas de café, e aflorou-me a ideia de que nem ele nem a hipotética futura gravata da Breuer me fariam sentir sexy como o George Clooney. Para mais, não acredito em milagres, não creio que o Criador me castigasse com um piano – não mereço tanto, um balde de cimento caído de um andaime ainda vá – e muito menos que ele me concedesse uma audiência privada.
Só me restavam 30 minutos para a compra e depois, chegar a horas ao encontro marcada no pequeno café na Saint Honoré, o que se me afigurou apertado, pelo que me apressei ao mesmo tempo que olhava mais uma vez o saco. Não sei porque o fiz, foi um olhar maquinal. E fatal, Foi ele o causador de um forte embate em alguém que se deslocava em sentido contrário. Tão forte que o saco saltou-me da mão, indo parar uns 3 ou 4 metros à frente com as embalagens de café espalhadas pela calçada.
Há coisas estranhas: normalmente a minha reacção seria de irritação, ou pelo menos de impaciência. Contudo, naquela altura só me ocorreu olhar com preocupação para a pessoa atingida, receando que lhe tivesse causado algum dano.
E o choque que então senti, não foi menor que o anterior: olhavam-me uns olhos enormes, abertos de espanto. A cara afogueada, o lábio inferior ligeiramente descaído num esgar misto de espanto e curiosidade. Depois, o olhar escorregou-me por aquele corpo perfeito abaixo e voltou para cima e assegurei-me:Tinha chocado com a Scarlett Johansson!!!
Desperto da surpresa inicial, exclamei:
- Mais, vous êtes encore plus ravissante!
O espanto dela, genuíno, acentuou-se, e lembro-me que naquelas fracções de segundo terei pensado algo como: “Burro! Achas que a Scarlett percebe alguma coisa de francês?” e logo refiz a exclamação:
- Jesus! You are even better than in the movies! But are you alright?
Ela sorriu então com aquele sorriso maravilhoso que põe um homem a tremer de emoção, pousou-me uma mão no braço, gesto que me fez correr o sangue ainda mais depressa e ia começar a falar comigo, quando o cão desatou a ladrar.
Despertei assim para a dura realidade: aquilo tudo não passava de um sonho e andava alguém estranho nas escadas. Entretanto, o cão calou-se e fiquei sentado na cama a pensar se haveria algum sinal do destino no episódio, uma espécie de premonição.
Provavelmente não, mas a verdade é que sonhar consecutivamente com encontros imediatos com a Kate Beckinsale, a Lenka do Preço Certo, a Keira Knightley e duas ou três Playnmates da Playboy, deve conter em si algo de profético!
Tenho que ler o Diccionário dos Sonhos!

domingo, 6 de junho de 2010

O Mapa do Bairro (I)





Do meu bairro para o mundo.
Vic

sábado, 5 de junho de 2010

Inauguração de uma Cask Ale (Cervejas I)

Poderá parecer pouco poético a quem me conhece iniciar este local falando de cerveja, mas a verdade é que a efervescente (nem sempre) bebida ocupa uma parte dos meus interesses diários. Portanto, nada de muito escandaloso na escolha do tema. Que aliás passará a ser recorrente por aqui. Prometo.
Portanto, vamos ao assunto sem mais perda de tempo.
Ontem assisti pela 1ª vez à inauguração de uma Cask Ale em Lisboa, mais precisamente no Les Enfants Terribles, restaurante que se situa no centro comercial que ocupa o espaço onde outrora se erguia orgulhoso um Cinema Monumental, hoje já só uma ténue reminescência na memória dos lisboetas.
E o que é uma Cask Ale? perguntará o português para o qual a cerveja se resume à imperial gelada ou à mini, e para quem o ceptro de melhor cerveja do mundo será sempre da Sagres ou da Super Bock, dependendo do local, mais a sul ou mais a norte, onde resida.
Resumidamente, uma Cask Ale é uma cerveja que é embarrilada pouco depois da sua feitura, sendo que leveda então, produzindo uma carbonatação muito característica que liberta componentes influentes nso seu aroma e sabores futuros. O excesso dessa carga gasosa é libertada aquando da abertura do barril, a qual é feita de forma muito característica (esta parte foi tirada do libreto exposto no local, e que referia o evento).
Nesta altura, seria interessante postar aqui algumas fotos do acontecimento, mas a minha habitual distracção levou-me a deixar a máquina fotográfica em casa, e achei que a cerimónia que em si contém algo de litúrgico, merecia mais que umas tremidas (era a emoção do momento) imagens tiradas por telemóvel.
Este método é todo ele muito "british", e posso dizer que a cerveja - no caso uma Master Brew, de uma antiquíssima cervejeira do Kent, a Shepherd's Neame - exalava um intenso odor a pão, a que correspondia um palato igualmente intenso. E espuma a condizer, claro.
Este tipo de cervejas, é o que os ingleses designam por Session Ales, dado que a sua baixa graduação alcoólica permite, sem receio de grandes efeitos secundários, a sua ingestão na razoável quantidade que permita molhar qualquer interessante e prolongada discussão sobre o tempo, o corte do fato, a notável performance do Wayne Rooney do último domingo, ou o derradeiro escândalo sexual envolvendo membros da família real.
Confesso-me mais versado e interessado noutro tipo de cervejas mais vigorosas, mas essas por vezes, se não acompanhadas com algum forro de estômago, podem-nos pregar partidas inesperadas, que esta Master Brew dificilmente consegue.
Apreciei, além da cerimónia - que teve em si aquela toque quase mágico que sente aquando da nossa "1ª vez" de qualquer coisa, desde que seja agradável - a companhia excelente.
E gostei também de saber que Lisboa tem a partir de agora um sítio com uma carta decente de cervejas (os Enfants Terribles já tinham algumas muito boas - todas as esplêndidas Chimay de garrafa ou a bela Leffe Brunne de barril - mas assim sobe a parada de forma assinalável), na qual luz a partir de agora a Spitfire à pressão, uma Ale da cervejeira já evocada, toda a gama (ou quase) da também inglesa Samuel Smith da qual vos deixo uma fotografia do meu espólio pessoal, e outra notáveis das quais a maravilhosa Bush Ambré é só um exemplo.
Ah! e para que conste: o "novo" Monumental é uma estalada no gosto arquitetural de qualquer lisboeta que se preze. Mas o Les Enfants Terribles tem uma bela panorâmica sobre o Saldanha.
Até logo
Vic
P.S. - Juro que a gerência do Les Enfants Terribles não sabe que escrevi este texto. Portanto, nem pensem em considerar isto como publicidade paga!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Hoje, por acaso...

Hoje, por mero acaso e não por um qualquer desígnio do destino, levo a cabo o que há muito protelava:
- recomecei aqui, a dizer ao mundo que ainda existo.
Não que tal tenha um significado assinalável, mas só porque sim.
O nome do blog tem origem no sítio onde, mais provavelmente será escrita a maioria dos textos aqui publicados.
Assuntos? nada de especialmente recomendável, tal e qual o autor. Mas sobretudo, reflexo do que na altura me occorrer, o que quer dizer que publicarei sobre tudo o que me apetecer, e geralmente apetece-me sempre alguma coisa.
(Resumidamente, diria que nele gostaria de reunir temas que tenho espalhados por outros três blogs inertes e em que abordava alguns dos meus interesses - literatura e poesia num, noutro música, e ainda cerveja num terceiro - e juntar-lhes mais alguma coisa que de momento não consigo definir).
Fotos? Algumas. Do signatário ou alheias - estas, certamente mais interessantes, ou no mínimo, mais profissionais - mas sempre ao meu gosto. E este "meu" é sublinhado, muito sublinhado.
A propósito, a foto na cabeça do blog é minha. Tirada de uma das minhas janelas, num fim de tarde. O mérito que possa ter, advém-lhe mais da paisagem do que propriamente da arte fotográfica do autor.
Como nela se pode ver, a rua onde se situa a morada do escriba, resvala para o rio, e o que vejo todos os dias mal me levanto, não é nada de desprezar.
E para apresentação, parece-me suficiente.
Até logo.
Vic