Os Beatles eram uma banda - a melhor de todos os tempos, digo eu, porque além da hiper qualidade da sua obra, deles nasceu todo um movimento musical que ainda hoje perdura e continua a influenciar uma larga percentagem dos músicos actuais - idolatrada em todo o mundo, e vista como um todo. Simpatizava-se com Lennon como com Ringo ou McCartney ou Harrison. De quem se gostava a sério, era dos Beatles, desse grupo de 4 rapazes que ofereciam ao Mundo uma música incomparável. Contudo, e dadas as idiossincrasias dos 4 e a contribuição que davam para o grupo em termos de criação, Harrison e Starr eram os menos considerados.
Lennon e MacCartney eram criadores geniais e extrovertidos. Ao contrário, Harrison era um rapaz low-profile e ao princípio atreveu-se pouco na criação. Aos poucos foi perdendo a timidez, e a partir de 1965, começou a tornar-se cada vez mais interveniente nos álbuns do grupo.
A canção aqui apresentada, faz parte do fabuloso White Album, de 1968, e uma das melhores daquele que terá sido, provavelmente, a obra mais completa do grupo. De uma sensibilidade e de um brilhantismo instrumental incomparável, é uma das músicas maiores da década de oiro da música popular anglo-saxónica.