O filme de hoje, "Beckett", é eleito por mim, principalmente pela excelência da interpretação de um dos actores principais, Peter O'Toole (Henry II). Na vida tenho algumas convicções. Certezas? Poucas. Uma das que mantenho há muito tempo é a de que Peter é o melhor actor que jamais vi no cinema. E não me esqueço do ar cool de Steve McQueen em "A grande evasão" ou Bullit, da afirmação de De Niro em "O Touro Enraivecido" ou "Era uma vez na América", da sobriedade de Burt Lancaster n"O Leopardo", ou do "louco" Nicholson em "Voando sobre um ninho de cucos". E muitos, muitos outros: sir Lawrence Olivier, Brando, Hoffman, isto só para falar dos "clássicos".
Mas O'Toole...Na tarde em que vi "Beckett" pela primeira vez, aconteceu-me algo inédito: no final, permaneci no meu lugar, com vontade de o rever imediatamente, de ficar para a sessão seguinte. A sua interpretação é de tal modo avassaladora que ofusca por completo o outro enorme actor que com ele contracena, Richard Burton (Beckett) e que tem, ele também, um desempenho irrepreensível.
O filme é, todo ele, um verdadeiro tratado de representação.
Hoje portanto, e acima de tudo, falo mais do actor do que propriamente do filme. O actor que me faz não me entusiasmar muito pela anual celebração dos Óscares, visto ter sido sempre esquecido pela Academia - se bem que nomeado algumas vezes - quando tem no seu CV filmes como "Lawrence da Arábia","Lord Jim" ou "O Leão no Inverno" ou mesmo "Venus".
O meu maior lamento vai para o facto de não ter O'Toole recusado o Óscar Honorário que lhe foi conferido em 2003. Um actor da sua envergadura não se podia ter contentado com um prémio de consolação, nem tal veio acrescentar nada à sua obra.
Como curiosidade, as nomeações que O'Toole recebeu para Óscar de melhor actor:
- Lawrence da Arábia -1963
- Beckett - 1965 (juntamente com Richard Burton)
- O Leão no Inverno - 1969
- Goodbye Mr. Chips - 1970
- A classe Dominante - 1973
- The Stunt Man - 1981
- My Favourite year - 1983
- Venus - 2007
King Henry II - Não receies, Bispo. Não procuro absolvição. Na consciência tenho algo mais grave que um pecado: um erro!
Mas O'Toole...Na tarde em que vi "Beckett" pela primeira vez, aconteceu-me algo inédito: no final, permaneci no meu lugar, com vontade de o rever imediatamente, de ficar para a sessão seguinte. A sua interpretação é de tal modo avassaladora que ofusca por completo o outro enorme actor que com ele contracena, Richard Burton (Beckett) e que tem, ele também, um desempenho irrepreensível.
O filme é, todo ele, um verdadeiro tratado de representação.
Hoje portanto, e acima de tudo, falo mais do actor do que propriamente do filme. O actor que me faz não me entusiasmar muito pela anual celebração dos Óscares, visto ter sido sempre esquecido pela Academia - se bem que nomeado algumas vezes - quando tem no seu CV filmes como "Lawrence da Arábia","Lord Jim" ou "O Leão no Inverno" ou mesmo "Venus".
O meu maior lamento vai para o facto de não ter O'Toole recusado o Óscar Honorário que lhe foi conferido em 2003. Um actor da sua envergadura não se podia ter contentado com um prémio de consolação, nem tal veio acrescentar nada à sua obra.
Como curiosidade, as nomeações que O'Toole recebeu para Óscar de melhor actor:
- Lawrence da Arábia -1963
- Beckett - 1965 (juntamente com Richard Burton)
- O Leão no Inverno - 1969
- Goodbye Mr. Chips - 1970
- A classe Dominante - 1973
- The Stunt Man - 1981
- My Favourite year - 1983
- Venus - 2007
King Henry II - Não receies, Bispo. Não procuro absolvição. Na consciência tenho algo mais grave que um pecado: um erro!
