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domingo, 4 de março de 2012

A treta dos sonhos

Se há coisa de que não gosto é de sonhar. Pode parecer estranho, poderia dizer que detesto pesadelos. Mas não, não gosto de sonhar tout court.
A minha filosofia de vida passa por pretender que cada coisa esteja no seu devido lugar - infelizmente trata-se somente de uma boutade, uma vez que sou desarrumado por natureza, até nos pensamentos - pelo que, quando me enfio na cama o meu desejo é dormir as 8 horinhas sem qualquer tipo de interrupção, seja para atender telemóvel - religiosamente desligado antes de me deitar - seja para o aperto de bexiga das 6 da manhã. Portanto, muito menos aprecio uns tipos que me entram pelo sono dentro sem serem convidados, qualquer que seja o motivo ou objectivo. E se os pesadelos são fáceis de justificar - não é agradável cair de um sítio alto e muito menos desembarcar numa ilha de canibais e passar a noite a fugir á frente deles - os sonhos não são melhores. A mijadela das 6 só acontece ou por me ter descuidado na quantidade de líquidos ingerido antes de deitar, ou, sabe-se lá, porque a próstata quer avisar que a idade não perdoa (e o que eu gosto de frases feitas). Qualquer que seja o motivo, é natural e no 1º caso, ate se me podem assacar culpas.
Agora sonhos? Não me interessa nada sonhar com os números do Euromilhões, até porque de manhã não me lembro deles e acabo por ficar lixado comigo mesmo, e se me lembrasse, com a sorte que eu tenho, eram os números da semana anterior. Muito menos quero ter daqueles sonos que dão origem às tão faladas poluções nocturnas - felizmente que estas com a idade vão rareando - e a outras situações embaraçosas. É por isso que evito ver filmes mais sugestivos a partir das 9 da noite.
E sei do que falo: é que ainda há dias, como o sono tardava, caí na tentação de, já na cama, sintonizar a televisão no AXN Black. Estava a começar um episódio de uma série australiana, “Satisfaction”, que fala do ofício e relações - em sentido lato - de quatro ou cinco prostitutas de um bordel de luxo. Ali pelo meio meteram-se umas cenas mais ousadas, como era de esperar, e como também era de esperar, o sono, além de demorar ainda mais, foi agitado. E o acordar não foi melhor. Às oito da manhã, ainda naquele meio dormido, meio acordado, dei 2 ou 3 voltas na cama, apalpei à direita e à esquerda e nada.
Foi mesmo uma noite da treta e razão tenho eu em detestar sonhos.

É que é uma chatice um tipo acordar de tenda armada, e depois não ter ninguém que o ajude a desarmá-la.